Art. 1.925. O legado em dinheiro só vence juros desde o dia em que se constituir em mora a pessoa obrigada a prestá-lo.
Sendo o legado for de dinheiro, X reais que se encontram no Banco do Brasil em caderneta de poupança, poderá o legatário notificar o inventariante para requerer ao juiz a mudança do valor da poupança para outro rendimento que lhe pareça melhor. O risco é dele, como, também, os ganhos.
“Se o legado for reclamado mediante ação contenciosa, serão eles devidos a partir da citação inicial para a causa, que constitui a mais enérgica das interpelações, segundo a jurisprudência”.[62]
Nada impede, ainda assim, que o legatário requeira ao juiz que os valores, dispostos no testamento, sejam aplicados em CDB, no Banco do Brasil, p. ex., rendendo juros a favor do monte, retirando do inventariante a livre iniciativa sobre a aplicação ou uso do dinheiro.
[62] GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito civil brasileiro, volume 7: direito das sucessões. São Paulo: Saraiva, 2012. pag.375