Artigo 1861

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Art. 1.861. A incapacidade superveniente do testador não invalida o testamento, nem o testamento do incapaz se valida com a superveniência da capacidade.

Se a pessoa faz seu testamento com 15 (quinze) anos, mesmo que se torne Presidente da República o ato não convalidará; da mesma forma, estado capacitado para testar, sofrendo, em seguida ou tempos depois, um acidente que o torne inteiramente inválido, esse testamento continuará avigorar e produzirá seus efeitos, com a morte do testador.

Regra absoluta, deve o testador buscar opinião de quem entenda, desejoso de transmitir sua vontade depois de sua morte. O profissional capacitado poderá ajuda-lo, afastando os não beneficiados de sua maldade. O juiz deve fazer prevalecer a vontade do testador, porque repetir o ato não é mais possível.

Jurisprudência: APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE NULIDADE DE TESTAMENTO. ALEGAÇÃO DE INCAPACIDADE CIVIL. AUSÊNCIA DE PROVA. A posterior interdição da testadora, por si só, não demonstra a sua incapacidade, que deve ser identificada no momento do testamento, pois “a incapacidade superveniente do testador não invalida o testamento” (art. 1.861 do CC). Nas hipóteses em que se pretende desconstituir um ato cuja validade é presumida por força de lei, deve restar demonstrado de forma cabal o vício alegado, especialmente porque a expressão da vontade, que é genérica por si só, é o que constitui a essência do ato. Recurso conhecido, mas não provido. (TJ-MG – AC: 10342120067646001 MG, Relator: Albergaria Costa, Data de Julgamento: 14/09/2015,  Câmaras Cíveis / 3ª CÂMARA CÍVEL, Data de Publicação: 18/09/2015).

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